sábado, 12 de novembro de 2011

Hailê Selassiê e a Bíblia


Hailê Selassiê e a Bíblia

Uma opinião que une os rastafáris é que Ras (título amárico de nobreza que pode ser traduzido como "príncipe" ou "cabeça") Tafari ("da paz") Makonnen que foi coroado como Hailê Selassiê I,Imperador da Etiópia em 2 de Novembro de 1930, é a encarnação do chamado Jah (Deus) na Terra, e o Messias Negro que irá liderar os povos de origem africana a uma terra prometida de emancipação e justiça divina. Porém algumas correntes rastafáris não acreditam nisso literalmente. Parte porque seus títulos, como Rei do ReisSenhor dos Senhores e Leão Conquistador da tribo de Judá, apesar de se encaixarem com aqueles mencionados no livro de Judá, também foram dados, de acordo com a tradição etíope, a todos os chamados imperadores salomônicos desde 980 a.C., mas Selassiê foi o único que recebeu, evidentemente, todos os títulos, incluindo os mais sagrados como Supremo Defensor da Fé e Poder da Santíssima Trindade. Hailê Selassiê era, de acordo com algumas tradições, o ducentésimo vigésimo quinto na linha de imperadores etíopes descendentes do bíblico Rei Salomão e a Rainha de Sabá. O salmo 87:4-6 é também intrepretado como a previsão da sua coroação.
De acordo com a historiografia etíope, no século X a.C., a dinastia salomônica da Etiópia foi iniciada com a ascensão ao poder de Menelik I, filho de Salomão e da Rainha de Sabá, que visitava Salomão em Israel. 1 Reis 10:13 diz: "E o Rei Salomão realizou todos os desejos da Rainha de Sabá, um destes sua própria generosidade Real. então ela voltou e foi para seu próprio país, ela e seus servos." Segundo a popular epopéia étíope Kebra Negast, rastas interpretam isto como o significado que ela concebeu seu Filho, e disto eles concluem que as pessoas negras são as verdadeiras crianças de Israel, ou hebraicas. Hebreus negros tem vivido na Etiópia por séculos, sem conexão com o resto do mundo judaico; a existência deles deram credenciais e ímpeto para os primeiros Rastafaris, validando a crença de que a Etiópia é na verdade Sião, já que só lá que a Casa de Davi reinava soberana, sob um país cristão/judaico, além de possuir a Arca da Aliança.
Alguns rastafáris escolhem classificar sua religião como cristianismo ortodoxo etíope, cristianismo protestante, ou judaísmo. Entre estas, os laços para a Igreja etíope são os mais difundidos, embora isto seja uma controvérsia para muitos clérigos etíopes. Os rastafáris acreditam que as traduções comuns da Bíblia incorporam mudanças criadas pela estrutura da força branca racista. Alguns adoram a Kebra Negast, mas muitos destes rastas classificariam-se como etíopes ortodoxos na religião e rastafáris na ideologia. Alguns rastas prestam pouca atenção ao Kebra Negast, e muitos o consideram como estando pouco próximo da santidade da Bíblia.
Muitos rastafáris acreditam que Selassiê é de certa forma a volta de Jesus Cristo e que, assim, eles seriam verdadeiros israelitas. Alguns ainda acreditam que Jesus era Moisés, filho de José, enquanto Selassiê seria "Moisés, filho de David", e usam uma visão não-milenar do reinado de Cristo e uma visão pós-milenar para Selassiê. No coração do rastafári está a crença de ser o próprio rei ou príncipe (por isso eles se proclamam rastafári). Como cantou Ras Midas, "Quando eu vi meu pai com a picareta e minha mãe com a vassoura, eu soube que o rasta estava exilado" (Ras Midas,Rastaman in Exile, 1980). Os rastas dizem que eles foram escravizados, mas converteram isso ao seu próprio potencial divino, acreditando que, como Selassiê interrompeu esse ciclo, eles também são dignos de serem reis e príncipes.
Rastas chamam Selassiê de Jah ou Jah Rastafari, e acreditam haver uma grande força nestes nomes. Eles autoproclamam-se rastafári para expressar a relação pessoal que cada rasta tem com Selassiê I. Rastas gostam de usar o número ordinal com o nome Hailê Selassiê I, com o número romano dinástico significando o primeiro deliberadamente pronunciado como a letra I - novamente como signicado da relação pessoal com Deus. Eles também o chamam de H.I.M., sigla em inglês para "Sua Majestade Imperial" (His Imperial Majesty). Isso tudo reflete unidade, tendo em consideração que muitas das expressões rastas começam com "I", como I-Ration e I and I.
Quando Hailê Selassiê I morreu em 1975, sua morte não foi aceita por alguns rastafáris que não podiam aceitar que o Deus encarnado poderia morrer. Muitos acreditam que a morte de Selassiê foi um engodo, e que ele voltaria para libertar seus seguidores. Os rastas atualmente consideram este parcial preenchimento de profecia encontrado no apocalíptico trecho de Esdras 2 7:28. Uma história anônima da fé rastafari aponta para Debre Damo, um dos três antigos Príncipes das Montanhas. Ele acredita que depois Derg ordenou sua execução, os leais da guarda imperial trabalhando como agentes duplos usaram hipotermia induzida para fazer Selassie aparecer morto. Ele e os remanescentes leais da Guarda Imperial foram contrabandeados para assegurar o significado da estrada de ferro subterrânea. Eles agora caem em êxtase em um quarto secreto debaixo do monastério até o dia do julgamento, no qual eles serão automaticamente reanimados e totalmente revelados (11:19-21), assim como a Arca que está na Etiópia irá surgir. Isto deve ocorrer apenas depois dos idosos libertarem o povo da Jamaica, pois Selassiê, em 1966, disse que a repatriação erevelação só ocorreriam após a Jamaica ser libertada pelos Rastafaris.

rastafarianismo

rastafarianismo, também conhecido como movimento rastafári ou Rastafar-I (rastafarai) é um movimento religioso que proclama Hailê Selassiê I,imperador da Etiópia, como a representação terrena de Jah (Deus). Este termo advém de uma forma contraída de Jeová encontrada no salmo 68:4 na versão daBíblia do Rei James, e faz parte da Trindade sagrada o messias prometido. O termo rastafári tem sua origem em Ras ("príncipe" ou "cabeça") Tafari ("da paz") Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação.
O movimento surgiu na Jamaica entre a classe trabalhadora e camponeses afro-descendentes em meados dos anos 20, iniciado por uma interpretação da profecia bíblica em parte baseada pelo status de Selassiê como o único monarca africano de um país totalmente independente e seus títulos de Rei dos Reis,Senhor dos Senhores e Leão Conquistador da Tribo de Judah, que foram dados pela Igreja Ortodoxa Etíope.
Alguns historiadores, afirmam que o movimento surgiu, e teve posteriormente adesão, por conta da exploração que sofria o povo jamaicano, o que favorece o surgimento de ideias religiosas e líderes messiânicos.
Outros fatores inerentes ao seu crescimento incluem o uso sacramentado da maconha ou "erva", aspirações políticas e afrocentristas, incluindo ensinamentos do publicista e organizador jamaicano Marcus Garvey (também freqüentemente considerado um profeta), o qual ajudou a inspirar a imagem de um novo mundo com sua visão política e cultural.
O movimento é algumas vezes chamado rastafarianismo, porém alguns rastas consideram este termo impróprio e ofensivo, já que "ismo" é uma classificação dada pelo sistema babilônico, o qual é combatido pelos rastas.
O movimento rastafári se espalhou muito pelo mundo, principalmente por causa da imigração e do interesse gerado pelo ritmo do reggae; mais notavelmente pelo cantor e compositor de reggae jamaicano Bob Marley. No ano 2.000 havia aproximadamente um milhão de seguidores do rastafarianismo pelo mundo, algo difícil de ser comprovado devido à sua escolha de viver longe da civilização. Por volta de 10% dos jamaicanos se identificam com os rastafáris. Muitos rastafáris são vegetarianos, ou comem apenas alguns tipos de carne, vivendo pelas leis alimentares do Levítico e do Deuteronômio no Velho Testamento.
O encorajamento de Marcus Garvey aos negros terem orgulho de si mesmos e de sua herança africana inspiraram Rastas a abraçar todas as coisas africanas. Eles eram ensinados que haviam sofrido lavagem cerebral para negar todas as coisas negras e da África, um exemplo é o porque que não te ensinam sobre a antiga nação etíope, que derrotou os italianos duas vezes e foi a única nação livre na África desde sempre. Eles mudaram sua própria imagem que era a que os brancos faziam deles, como primitivos e saídos das selvas para um desafiador movimento pela culturaafricana que agora é considerada como roubada deles, quando foram retirados da África por navios negreiros. Estar próximo a natureza e da savana africana e seus leões, em espírito se não fisicamente, é primordial pelo conceito que eles tem da cultura africana. Viver próximo e fazer parte da natureza é visto como africano. Esta aproximação africana com a natureza é vista nosdreadlocks, ganja, e comida fresca, e em todos os aspectos da vida rasta. Eles desdenham a aproximação da sociedade moderna com o estilo de vida artificial e excessivamente objetivo, renegando a subjetividade a um papel sem qualquer importância.
Os rastas dizem que os cientistas tentam descobrir como o mundo é por uma visão de fora, enquanto eles olham a vida de dentro, olhando para fora; e todo rasta tem de encontrar sua própria verdade.
Outro importante identificador do seu afrocentrismo é a identificação com as cores verde, dourado, e vermelho, representantativas da bandeira da Etiópia. Elas são o símbolo do movimento rastafári, e da lealdade dos rastas a Hailê Selassiê, à Etiópia e a África acima de qualquer outra nação moderna onde eles possivelmente vivem. Estas cores são freqüentemente vistas em roupas e decorações; o vermelho representaria o sangue dos mártires, o verde representaria a vegetação da África enquanto o dourado representaria a riqueza e a prosperidade do continente africano.
Muitos rastafáris aprendem a língua amárica, que eles consideram ser sua língua original, uma vez que esta é a língua de Hailê Selassiê, e para identificá-los como etíopes; porém na prática eles continuam a falar sua língua nativa, geralmente a versão do inglês conhecida como patois jamaicano. Há músicas de reggae escritas em amárico.

Cannabis Sativa, mais conhecida pelos seguidores dessa religião como Ganja, é a erva usada pelos Rastafari em rituais religiosos.
Cannabis Sativa, mais conhecida pelos seguidores dessa religião como Ganja, é a erva usada pelos Rastafari em rituais religiosos.

Nyabinghi


O mais importante encontro (congregação) dos rastas, pois envolve todos os membros da ilha (Jamaica). É comparado a um congresso e pode durar de um a três dias e por vezes até mesmo uma semana. O ambiente vivido nestes encontros está carregado de fumo da erva sagrada (ganja) e o som dos tambores aquece o ambiente onde reina uma onda de espiritualidade com muita Paz e Harmonia. O encontro Nyabinghi é estruturado e organizado de modo a que cada membro ocupe o seu lugar e cumpra a sua função.

Ganja

A Ganja, popularmente conhecida como Maconha, é usada pelos seguidores da religião não por diversão, ou prazer. Eles consumem a erva para limpeza e purificação em rituais controlados. Os Rastas defendem esse uso através de Genesis 1:29, que cita o seguinte: “E disse Deus:  Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a  face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente,  ser-vos-á para mantimento.”A erva usada pelos Rastafaris foi encontrada crescendo na cova do Rei Salomão e citando passagens bíblicas, para atestar suas propriedades sagradas:“Ele criou a grama destinando-a ao gado, e a erva à serviço do Homem,  de forma que trará comida farta pelo mundo afora”.

Os líderes da religião determinaram que a erva seria consumida em rituais religiosos.
A Ganja, popularmente conhecida como Maconha, é usada pelos seguidores da religião não por diversão, ou prazer. Eles consumem a erva para limpeza e purificação em rituais controlados. Os Rastas defendem esse uso através de Genesis 1:29, que cita o seguinte: 

“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.”


A erva usada pelos Rastafaris foi encontrada crescendo na cova do Rei Salomão e citando passagens bíblicas, para atestar suas propriedades sagradas:

“Ele criou a grama destinando-a ao gado, e a erva à serviço do Homem, de forma que trará comida farta pelo mundo afora”.
Os líderes da religião determinaram que a erva seria consumida em rituais religiosos.

Definições e Símbolos

Um dos principais símbolos dos Rastafari são as cores vermelha, preto, amarelo e verde. A cor vermelha representa a triunfante igreja dos Rastafari, representando também o sangue dos mártires que existem na história dos Rastas. O preto representa a cor dos africanos. O verde representa e ilustre e bela vegetação da Etiópia e da terra pometida. O amarelo é usada para representar a abundância da sua terra natal.
- A expressão “eu e eu”, que é muito utilizada pelos seguidores desta religião indica que nenhuma pessoa é melhor que a outra, todos são iguais. Todos estão ligados por um Deus(Jah) e, devido a isso, optam por utilizar “eu e eu” ao invés de “tu e eu”.
- Os Dreadlocks representam a maneira de como o cabelo cresce, sem ser cortado ou penteado. Eles representam também o Leão de Judah.
- Jah é uma abreviação para o nome biblico “Jeovah”.
- Zion é a terra prometida. Lugar imaginário que representa a possibilidade de recusa ou fuga da Babilônia.
- Babilônia é outro lugar imaginário que representa o sistema social, contruído com a escravização dos negros. Terra governada pelos brancos.

Vegetarianismo


Há sangue em suas mãos; lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos actos; cessai de fazer o mal Isaías 1:16
A Bíblia conta (Gen. 2:8) que, quando Deus criou o homem, colocou-o para habitar no Jardim do Éden. Nesse jardim, foi ordenado que o homem se servisse dos frutos de toda árvore (Gen. 2:16), exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gen. 2:17). Devido ao pecado original, o homem foi expulso do jardim e recebeu também a permissão para comer as ervas do campo(Gen. 3:18)
Toda a harmonia que havia prevalecido entre os homens e demais animais no paraíso, após a expulsão e durante o período do dilúvio, segundo a Bíblia, deixou de existir. “Pavor e medo de vós virão sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas mãos serão entregues.” (Gen. 9:2)
Naquele momento, passaram a existir animais herbívoros e carnívoros, e o homem tornou-se onívoro: “Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.” (Gen. 9:3). A frase “como vos dei a erva verde” reforça que até então eles só tinham autorização para serem veganos.
O lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado, todos juntos; e um pequeno rapaz é que será o condutor deles….A própria vaca e a ursa pastarão; juntas se deitarão as suas crias. E até mesmo o leão comerá palha como o touro. E a criança de peito há de brincar sobre a toca da naja; e a criança desmamada porá realmente sua própria mão sobre a fresta de luz da cobra venenosa. Não se fará dano, nem se causará ruína em todo o meu santo monte; porque a terra há de encher-se do conhecimento de Deus….” — Isaías 11:6-9
Bem-aventurados os que não comem, não maltratam e nem exploram os animais, porque serão chamados filhos de Deus, herdarão a Terra, alcançarão a misericórdia, serão fartos, serão consolados, terão paz eterna, verão a Deus e deles será o Reino dos Céus. Os bichos são os que mais sofrem diante dos covardes.
Mas esses animais são feitos para isso, eles não existiriam se não fosse para alimentar os homens…
Estes são argumentos de fé religiosa, ou seja, não são discutíveis. São dogmas. O fanatismo que movimenta alguns religiosos é comparável ao que alimenta o terrorismo. Animais de abate são vistos hoje em dia como os negros eram vistos no passado: uma raça cuja única razão de existir é o serviço,e pelas leis jurídicas, eram considerados coisas, como são considerados os outros animais pela maioria das pessoas. E assim o absurdo da escravidão se perpetua com os animais.
Por que deveríamos limitar as considerações morais e éticas apenas à raça humana? As fábricas de carne e ovos são casas de tortura. Por exemplo: “Animais sofrem extrema dor e privação nas fazendas-fábrica. Galinhas têm seus bicos cortados com lâmina quente, porcos têm seus rabos cortados e seus dentes removidos com alicate, e bois e porcos são castrados sem anestesia.
Os animais vivem em espaços ínfimos e são injetados com hormônios e antibióticos para fazê-los crescer tão rápido que seus corações e órgãos freqüentemente não agüentam, tornando-os aleijados e causando ataques do coração. Finalmente, no abatedouro, eles são pendurados de cabeça para baixo e sangram até a morte, freqüentemente enquanto ainda conscientes”. (People for the Ethical Treatment of Animals). Não é uma imagem bonita, né?. Os humanos são apenas diferentes. São superiores em escrever livros, construir prédios, fazer guerras, e bombas atômicas. Mas certamente são inferiores em visão noturna, olfato, paladar, audição força, velocidade, voar, nadar, sobreviver em altas e baixas temperaturas, sobreviver a radiação ou mesmo a sobrevivência como um todo… De qualquer forma, a superioridade em nenhum desses pontos justificaria não levar em consideração o interesse dos outros animais. É prerrogativa do mais forte ter compaixão. Na sociedade atual, a ética quase não está entre as prioridades. Mesmo quando existe, esse tipo de consideração não inclui os animais, principalmente os criados para comida.
“Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.”RM 14:21

“Melhor é a comida de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado, e com ele o ódio.”PV 15:17